Sakamichi no Appollon, ou Kids on the Slope, passa-se nos anos 60 numa cidade provenciana do Japão. O protagonista, Nishimi, vem viver com os tios porque o seu pai é marinheiro e está no mar a trabalhar e a sua mãe deixou-os quando ele era criança. Ele não é uma pessoa social, mas consegue fazer amigos na escola: a bondosa Ritsuko e o rebelde Sentarou.

O Sentarou toca bateria e é um apaixonado pelo jazz. Como o Nishimi toca piano, acaba por se interessar também pelo jazz e entrar em sessões em que participam também o pai da Ritsuko e um estudante universitário.

A review pode conter spoilers.

Seguem-se episódios de encontros e desencontros amorosos, brigas de amigos, festivais da escola, alguns elementos políticos e sociais e época e dramas familiares.

Seikimachi no Apollon tinha tudo para ser uma excelente história. No entanto, não me conseguiu convencer.

O Richie (Nishimi) é demasiado emocional, até feminino, e overdramatic. A Ritsuko é o suprasumo da bondade, se bem que a mudança que teve nos seus sentimentos foi até natural, apesar de previsivel. O Sentaro é capaz de ser das melhores personagens, é pelo menos a mais divertida. No entanto, toda a situação familiar é demasiada e a forma como termina a história é exasperante. Salvam-se o meu par preferido, o Jun e a Yurika, por serem os mais adultos da históra, por terem uma história credível e por ter gostado muito da forma como terminou.

As personagens secundárias não trazem muito mais à história, havendo inclusive um fã de Beatles idolaterizado pelas raparigas que é absolutamente insuportável.

Porque falhou? História forçada, mas não original. Tentaram ter problemas profundos e emocionais e desenvolvimento das personagens, mas não foi nem natural nem confortável de ver.

A animação é fluída mas não impressiona. Os cenários estão detalhados e o aspecto de época está bem conseguido. O design das personagens é bom, no geral, apesar de não gostar do ar do Richi e achar a Ritsuko uma protagonista demasiado desinteressante.

O maior trunfo é a banda sonora. Apesar das músicas de abertura e fecho não serem sequer adequadas à série, a banda sonora dos episódios é muito boa e baseada em bons nomes do jazz. As melhores partes da série são quando eles se passam e começam a falar através da música e da improvisação.

Concluindo, queriam fazer algo que tivesse jazz e bom desenvolvimento emocional, mas penso que exageraram na segunda parte.

História (6)

Animação (7)

Som (8)

Personagens (6)

Entretenimento (7) => Total 7