Foi, no geral, uma temporada bastante fraca. A maioria das boas séries continua, portanto serão revistas no Inverno, mas as que agora terminam foram quase todas uma desilusão. Houve também bastantes desistencias. Desta vez decidi desistir de todas as que me parecia que iriam terminar numa nota 6 ou abaixo, pois o tempo escasseou. Antes de mais, Feliz Natal a todos!

1ª metade

Kimi to Boku – desistência
Kyoukai Senjou Horizon – desistência
Maji de Watashi Koi Shinasai – desistência
Nurarihyon no Mago: Sennen Makyou – 7
Tamayura: Hitose – 7
UN-GO – 8

Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

Kimi to Boku

Desistência ao fim de 2 episódios.

Não necessáriamente uma má série, mas apenas apropriada a quem simpatizar com o género de personagens. É um slice of life sobre quatro (ou cinco, não cheguei a conhecer o 5º) rapazes no secundário. O problema é que estes rapazes parecem raparigas. Não tem nada a ver com homosexualidade, eles são simplesmente afemininados e têm hábitos e reacções de rapariga. Uma vez que a história não era intrigante, baseada apenas nas personagens, acabei por desistir.

Kyoukai Senjou Horizon

Desistência ao fim de 4 episódios.

Uma das séries mais estranhas da temporada. O setting é uma perfeita confusão de sci-fi, com a humanidade a ir de um lado para o outro e a ter grandes evoluções e a reviver o passado e sei lá que mais. Um caos que não parece ser muito importante explicar. As personagens são mais que muitas, o que só contribui para o caos. A personagem principal parece mais um comic relif prevertido  e viciado em eroges e é muito dificil perceber a continuidade da história (ou sequer perceber qual é a história).

O visual é a parte mais apelativa e a razão pela qual ainda aguentei 4 episódios. As meninas têm quase todas um peito exagerado, mas o design é bonito e as cores muito vivas e brilhantes. De todo não é o suficiente para se ver a série toda. Já está prevista uma segunda temporada e tudo.

Maji de Watashi Koi Shinasai

Desistência ao fim de 5 episódios.

A premissa desta série é uma escola de artes marciais. No entanto, muito pouco se vê das actividades da escola. O que se vê é um harem extremamente ecchi. Não tanto um ecchi visual mas um ecchi em que as próprias personagens são preversas. Em torno do rapaz principal, um rapaz perfeitamente normal em que pouco é descrito dele para além de ser inteligente, temos uma série de raparigas. A rapariga de quem ele gosta é uma cavalona bruta como as casas e sem sexappeal nenhum para além do seu monstruoso peito. Depois temos uma stalker prevertida, uma rpariga com mania que é de uma família de bem e da cavalaria da Europa, uma tímida que fala com um boneco, uma maria-rapaz que mal se apercebe dos sentimentos que tem e uma histérica. Not my kind of harem.

Nurarihyon no Mago: Sennen Makyou

História (7) – Nesta sequela directa de Nurarihyon no Mago já não temos dois arcs separados mas sim toda uma história e utiliza a temporada inteira. Esta temporada é muito mais shounen do que a primeira, incluindo um grande inimigo e uma fase de treinos. O Rikuo cresce como líder da sua Parada de 100 Demónios, na qual descobrem uma utilidade para o facto de ele ser 3/4 humano e tornam isso numa vantagem. Outra coisa totalmente shounen é o novo conceito de Fear, como sendo o poder especial que cada yokai, um conceito semelhante a mana.

Os amigos humanos do Rikuo não têm qualquer importância nesta temporada à excepção da Yura. Com a Yura descobrimos o mundo dos onmyouji, que não é um mundo muito interessante. Quase nunca vemos o Rikuo humano nesta históra, temos sempre o Rikuo yokai,

A parte mais interessante desta temporada são os flashbacks em que conhecemos a história da família do Rikuo.

Achei uma temporada inferior à primeira. Apesar de gostar mais do Rikuo yokai (mais estilo!), achei esta temporada muito banal e demasiado típica de shounen. Cheira-me que haverá mais temporadas desta série.

Animação (7) – A qualidade de animação varia bastante consoante a importância dos episódios. Quando é boa, é realmente esmerada com bons cenários. No entanto, achei-a inferior à da temporada anterior.

Som (7)

Personagens (7) – As personagens são as mesmas da primeira temporada, com algumas novas introduções. Os onmyoujis não são muito interessantes, mesmo a Yura cansa. O Rikuo conhece um novo grupo de yokais no seu treino nas montanhas, mas não são mais interessantes dos que já tinhamos no clã.

Entretenimento (7) => Total 7

 

Tamayura: Hitose

História (7) – Tamayura: Hitose é a continuação da OVA Tamayura, mas não é necessário ver a OVA para compreender a história pois trata-se simplesmente de uma slice of life. A Potte é apaixonada por fotografia e muda-se para uma cidade nova trava três grandes amizades. A série relata o dia a dia das raparigas, à medida que elas perseguem os seus sonhos e admiram o quão bela a é a região do mar interior Sento.

Para se apreciar um slice of life é necessário apreciar as personagens, e foi o que faltou nesta série. A série tinha potencial para ser uma historia relaxante para maravilhar com a beleza das pequenas coisas, mas acaba por falhar por causa da falta de interesse nas personagens.

Animação (7) – A animação não é nada de especial. O design das raparigas é simpático, elas têm um ar bastante amoroso sem ser moe, mas os cenários não são muit desenvolvidos e as cores são bastante monótonas.

Som (8)

Personagens (7) – A Potte é apaixonada por fotografia e anda por todo o lado com a máquina velha do pai. No entanto, o apreço que toda a gente tem pelas fotos dela é puro exagero. É muito fácil dizer que as fotos são lindas porque transmitem sentimentos de felicidade e ela fotografa as coisas de que gosta. No entanto, a fotografia é uma arte e as dela nem enquadramento têm. A Norie é apaixonada pela doçaria e faz doces a toda a hora. Tem energia a mais, a voz dela penetra no tímpano quando se põe aos gritos non-stop e normalmente anda feita histérica de volta do irmão mais novo da Potte que parece uma rapariga. A Maon tinha potencial para ser uma personagem interessante. Tem dificuldades em comunicar por causa da sua timidez mas desenvolveu uma paixão pelo som e portanto frequentemente assobia em vez de falar. A Kaoru é apaixonada por cheiros e é a mais normal das quatro. Faz o papel de rapariga sensata e organizadora.

São portanto quatro raparigas que representam a visão, o paladar, a audição e o cheiro. É uma ideia interessante, mas muito forçada. Por exemplo, o gosto da Kaoru por perfumes é muito pouco natural e parece que é introduzido à força.

Entretenimento (7) => Total 7

 

UN-GO

História (8) – UN-GO é uma série fora do habitual. Conta os casos resolvidos pelo detective Shinjirou que se faz acompanhar de Inga, uma entidade sobrenatural que come a  verdade das pessoas. Quando a Inga nos faz uma pergunta, nós não temos outro remédio que responder.

Nos casos do Shinjirou é frequente estarem envolvidos um conjunto de pessoas que também tentam resolver o caso. No entanto, a versão que é exposta ao público nunca é a do Shinjirou, ainda que ele tenha sempre razão.

É uma série pequena e de mistério, com algum sobrenatural. Não é um mistério tenso ou assustador, é puro mistério de detectives, com deduções e atenção aos pequenos detalhes.

Animação (7) – Esperava um pouco mais de um série da Bones. A animação é fluída, mas nem o design nem os cenários são particularmente interessantes.

Som (8) – Gostei do trabalho dos seiyus e gostei particularmente da escolha para a canção do ending.

Personagens (8) – As personagens são um elemento muito importante da história. Para começar, são practicamente todos adultos, o que é sempre refrescante em anime. As únicas semi-excepções são a Inga, que tem uma forma de criança e uma forma adulta, e a IA (a Kazamori) que assume normalmente um corpo de adolescente. Gostei particularmente da personagem Kazamori, está bem conseguida. O Shinjirou não é uma persoangem com muitos mistérios ou traços de personalidade, procura apenas a verdade.

Entretenimento (7) => Total 8