O Verão está a chegar ao fim e termina uma temporada que foi, de uma forma geral, forte e com boas surpresas.

1º terço

Steins;Gate – 9
Usagi Drop – 9
No. 6 – 7
Sacred Seven – 7
Ikoku Meiro no Croisée – 7

Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

Steins;Gate

História (9) – O Okarin é um génio louco – assumido – que se diverte a inventar coisas no seu laboratório com a sua amiga fofinha Mayushi e com o seu amigo hacker Daru. Um dia inventam, a partir de um micro-ondas, uma máquina que permite enviar mensagens para o passado. É então que o Okarin percebe que sempre que se altera com sucesso um evento passado, o mundo passa para uma outra linha temporal em que mais ninguém se lembra da linha anterior com a excepção dele próprio. Como parte da experiência, o grupo do laboratório vai crescendo e mensagens e mais mensagens vão sendo enviadas para o passado. Até que um desastre acontece e o Okarin vai desejar que a máquina nunca tenha sido inventada.

A série está muito bem pensada. A principio o ritmo é lento, as personagens estranhas e o espectador demora um pouco a aperceber-se da grandiosidade da história. No entanto, à medida que o tempo anda para trás e para a frente e a história vai dando voltas e mais voltas, acabamos completamente envolvidos com as personagens e com os saltos no tempo.

Não existem quaisquer semelhanças com a série prima, Chaos;Head.

Animação (7) – É o ponto menos forte da série. A animação não é surpreendente e os cenários não são muito detalhados. No entanto, o design é interessante, sério e sem grandes preocupações de moe, e o ambiente é profundamente urbano.

Som (8) – Bom trabalho da parte dos seiyus, em particular de Mamoru Miyano.

Personagens (9) – As personagens e as suas relação são um elemento chave para a história. O laboratório tem 8 membros. O Okarin é louco e a sua maneira de ser excentrica pode ser dificil a principio. No entanto, à medida que a história avança, é muito fácil simpatizar com ele e com as suas preocupações. A Mayuri é o elemento mais fofo, mas um pouco louco na sua própria medida. O Daru é um hacker prevertido e viciado em eroges. A Kurisu é uma adolescente génio, um pouco tsundere mas sempre disposta a ajudar. O Ruka é um rapaz que gostava de ser uma rapariga. A Feris trabalha num maid cafe. A Suzuha pode ser simpática ou antipática, decidida mas cheia de mistérios. A Moeka prefere mandar mensagens pelo telemovel a falar com as pessoas. É realmente um pequeno bando estranho, mas as personagens são para serem levadas com seriedade apesar disso.

Entretenimento (9) =>Total 9

 

Usagi Drop

História (9) – Quando o seu avô morre, o Daikichi descobre que o avô tem uma filha ilegítima. Ninguém sabe quem é a mãe e portanto alguém da família terá que ficar com a criança até que se arrange uma solução. No entanto, ninguém quer a miúda, pois é difícil de admitir que ela faz parte da famíla.

O Daikichi resolve ficar com ela e a Rin vai mudar a sua vida. Entra num mundo novo, o mundo dos pais e dos filhos, do ir levar à escola, do comprar roupa e material, do levar ao médico, etc etc. É uma nova vida com alguns sacrifícios, mas trás também alegrias novas e conhecimentos novos. Os episódios contam-nos de forma credível e realista o dia-a-dia deste estranho par tia-sobrinho.

É uma história sobre os valores da família, que no mundo actual teme-se que desapareçam.

Já vi que a manga continua a história e aparecem a Rin e o Kouki crescidos. Tenho que ler num futuro próximo.

Animação (8) – A animação é muito agradável, utilisando principalmente tons de pastel e texturas suaves. Não tenta de forma alguma ser realista, mantendo um aspecto de desenho para crianças.

Som (8) – Bom trabalho dos seiyus e boa banda sonora.

Personagens (9) – Num slice-of-life as personagens são muito importantes, já que mais não vemos do que o dia-a-dia normal delas O Daikichi é um homem de 30 anos bastante normal. Mantém-se fiel aos seus principios e é surpreedentemente (até para ele) meigo. A Rin é a estrela da série, uma criança alegre e esperta, que é capaz de se adaptar rapidamente às situaçãoes. O Kouki é o típico rapaz rebelde a quem tem que se estar sempre a dizer “não faças isso”. A presença dos familiares do Daikichi e dos seus colegas permite à série abordar outros problemas familiares.

Entretenimento (9) =>Total 9

 

No. 6

História (7) – A No.6 é uma cidade utópica em que todos vivem felizes dentro de uma bolha bonita e protegidos do mundo exterior. O Shion era um rapaz com um futuro prometedor no ramo da ciência quando deitou tudo a perder para ajudar um rapaz da sua idade que era um criminoso procurado. Anos mais tarde, o rapaz que o ajudou vai-lhe mostrar os horrores que estão por trás da No.6, que na realidade vive num sistema super-controlador e em que os cidadãos são cobaias.

A história manteve-me interessada durante quase toda a série, pois achei interessante a revolta contra o sistema e a procura das razões pelas quais a No.6 funciona assim. No final, fiquei totalmente desiludida. Qual era a necessidade de, numa história de ficção científica, resolverem tudo no fim com a busca de um poder mistico da natureza que não chega muito bem a ser explicado? Não tinham nada melhor do que arranjar algo mágico e totalmente impossível? Eu gosto de fantasia, mas acho que aqui ficou mal. O setting merecia uma justificação melhor.

Animação (8) – A animação é o ponto mais forte a série, ou não fosse obra da Bones. Ainda assim, apenas os cenários dentro da No.6 são impressionantes, sendo tudo o resto bastante monótono.

Som (8)

Personagens (6) – As personagens principais são o Shion e o Nezumi e não são boas personagens. Não, não será pelo yaoi entre eles que desgostei. O Shion é irritante logo desde o inicio, é totalmente incapaz de avançar, agarra-se a ideias irrealistas, tem uma visão cor-de-rosa do mundo e depois muda demasiado rápido para o total oposto como quem carrega num botão. O Nezumi é o oposto, é o durão, que fala de forma bruta, que acha que os outros não percebem nada, e depois revela-se um sentimental.

Entretenimento (7) =>Total 7

 

Sacred Seven

História (7) – Há uma justificação para  o Arma ter uma armadura toda power ranger, para haver pessoas com super poderes e para haver combates. Não quer dizer que a justificação seja muito boa – pedras que vieram do espaço.

Uma desculpa um pouco esfarrapada para uma história que até acabou por ser decente. Sem nada de extraordinário, Sacred Seven é sobre um tipo que era considerado um deliquente mas que afinal tem um poder especial que só começa a conseguir controlar com a ajuda da Ruri. A Ruri é uma menina rica, com dramas familiares, que tem uma empresa militar com muitas maids e um mordomo. Depois há um mau, claro.

Não é brilhante, as fatiotas não me convenceram muito, mas até foi agradável dentro da sua medida.

Animação (8) – A animação é o que mais prende à série. Gostei de um modo geral do design das personagens e as cenas de acção estão bem desenvolvidas e com variedade.

Som (8)

Personagens (7) – As personagens não têm muito de especial. O Arma é o típico rapaz que nunca teve amigos porque todos tinham medo dele. A Rika é a ojou-sama, uma princesa responsável e que todos adoram. O Kagami é o mais irritante, com um visual que lembra demasiado o Sebastian e uma atitude totalmente convencida. As amigas da escola são muito pouco exploradas para além de boas meninas ou comic relifs. Sobra o Hellbrick oni, uma pedra que fala e que até tem alguma graça.

Entretenimento (7) =>Total 7

 

Ikoku Meiro no Croisée

História (7) – Uma rapariga japonesa vai viver para Paris, para casa de um par avô e neto. O neto trabalha como ferreiro e faz essencialmente ornamentos para a entrada de lojas. Uma rapariga rica tem um interesse especial pela Asia e torna-se sua amiga.

Esta história desiludiu-me bastante. Toda a história se passa dentro da galeria onde fica a loja, as personagens pouco saem de lá. O que é um pouco incompreensível, já que é de Paris que estamos a falar! A miúda vem do Japão e não vê absolutamente nada da capital francesa para além de uma galeria fechada e a casa de uma amiga rica!

Os episódios contam o dia-a-dia das personagens, é essencialmente um slice-of-life sem grande enredo. Falam das diferenças das culturas, mas não senti que elas fossem muito realistas. Quando vamos a um país estrangeiro, sem esquecer as nossas origens, devemos tentar habituar-nos à cultura local, e a Yune falha redondamente nisso. No entanto, também não tem grandes explicadores à sua volta, já que se recusam a explicar-lhe os habitos diferentes e as suas razões.

Animação (7) – A animação é cuidada e vê-se um esforço para agradar. No entanto, há muito poucos cenários. E Paris podia ter tantos cenários lindos…

Som (7)

Personagens (6) – A Yune não pode sair de casa porque têm medo que ela se perca. A sua felicidade está em limpar a casa, fazer o jantar e ser útil para os dois homens que vivem com ela. É muito pequenina, com um ar super fofo e anda sempre de quimono. O Claude acha que pode ficar zangado sem explicar porquê, acha que pode conviver naturalmente sem partilhar memórias ou sentimentos, é controlador e não sabe ser meigo. O avô é perfeitamente inútil. Salvam-se as meninas ricas. A Alice a princípio é irritante, mas acaba por se revelar uma boa surpresa cheia de entusiasmo. A Camille é reservada , madura e com um passado curioso.

Entretenimento (6) =>Total 7