Retomando a viagem gastronómica, vou terminar a parte dos pratos principais com algumas das refeições mais castiças. Depois passamos para os snacks =p

Se as massas são um elemento fundamental da cozinha japonesa, as espetadas não lhes ficam atrás. As espetadas japonesas são pequenas: apenas um palito mais pequeno que os pauzinhos com três ou quatro pedaços de carne. A carne pode ser de vaca, porco ou frango. E pode ser de qualquer parte do animal – qualquer! Quando os menus vinham com palavrinhas em inglês era fácil acertar nos lombos e coxas. Quando não vinham ou quando escolhíamos sortidos, era frequente termos que comer espetadas de gordura, cartilagem e pele.

As omeletes a cobrir o arroz e com ketchup por cima aparecem frequentemente nos animes. Geralmente servidas em casa ou em cafés, o pessoal normalmente diverte-se a escrever ou a desenhar com o ketchup. Para nós bem que podiam escrever, que não íamos perceber, portanto veio só assim. O arroz por dentro também tem molho de tomate.

O prémio de refeição mais estranha vai para um restaurante em Beppu em que resolvemos apostar nas especialidades bizarras. O nabe não é bizarro, até é bastante normal. Num pote vêm cozinhados legumes e carne, às vezes de difícil distinção, mergulhados num saboroso molho águado. As partes estranhas foram a raia grelhada – é um pouco rijo, não gostei muito, e a carne de cavalo crua, servida em cima de bolo de arroz, tal como o sushi.

Para a categoria de estranheza tenho ainda duas refeições: hambúrguer e arroz com chá verde. Estas duas são estranhas por representarem um desafio. Comer um hambúrguer no Japão pode não parecer estranho, excepto se for um hambúrguer no prato em que os únicos talheres são pauzinhos! Arroz com chá verde é uma excelente ideia: rega-se de chá uma tijela de arroz e depois é comer. Isto é… se conseguirmos apanhar os bagos de arroz escorregadios, ensopados em chá!