Foi, no geral, uma boa temporada. Teve algumas séries geniais, outras muito boas e tive a sorte de não pegar em nada absolutamente horrivel. Foi uma temporada afectada pelo desastre no Japão, mas acabou por, de forma geral, se compor.

1º metade 

Letter Bee Reverse – 8
Kore wa Zombie desu ka – 7
Dragon Crisis – 7
Fractale – 8
Kimi ni Todoke 2  – 10
To Aru Majutsu no Index  – 8

 Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

 Letter Bee Reverse

 

História (8) – Nesta sequela directa de Letter Bee a história retoma ao ponto em que a anterior terminou: o Gauche não só perdeu o seu coração como passou para o lado dos maus.

Nesta série deixa-se um pouco de lado as entregas de cartas e o poder do Lag de ler o coração das pessoas e passa-se para a compreensão do mundo em que vivem. O que é bastante mais interessante. Neste mundo de noite perpétua, o governo que reina na capital comete as maiores atrocidades para manter o sol artificial a brilhar, atrocidades que considera ser um mal necessário. Um grupo de vítimas das experiências do governo acaba por se revoltar e formar um grupo terrorista, o Reverse. O seu objectivo é destruir o sol artificial, acabando assim com o poder do governo. Só que para isso vão cometer igualmente atrocidades, exigindo sacrifícios e roubando o coração das pessoas. Tudo isto coloca o nosso protagonista Lag numa posição em que não sabe quem está certo e quem está errado.

Animação (8) – A animação mantém o mesmo nível da primeira série. O visual também não muda.

Som (8) – Também não há nada a acrescentar em relação á primeira temporada

Personagens (8) – As personagens são essencialmente as mesmas da primeira temporada, tendo havido algumas evoluções. O Lag, o Zazie e a Sylvette mantêm-se inalterados mas temos algumas evoluções no Connor. O Gauche passa a Noir, ganhando uma personalidade muito mais sombria mas não tão distante assim do original. A Roda agora tem uma forma humana e é uma personagem interessante. É também explorada a história da Niche.

Entretenimento (8) =>Total 8

  

Kore wa Zombie Desu ka

 História (7) – Ora aqui está uma série que estava cheia de potencial. No primeiro episódio conhecemos um zombie, ressuscitado por uma necromancer, que anda em busca do seu assassino. Uma noite encontra uma masou shoujo (magical girl detorpado) e rouba-lhe sem querer a magia, tornando-se ele numa masou shoujo, de vestido e tudo. Hilariante. No episódios seguntes vêm os vampiros-ninja e o nonsens continua.

No entanto, acabou por ter dois problemas. O primeiro foi tentarem contar realmente uma história, com maus e tudo, o que era bastante desnecessário. Tentar dar lógica a algo que tem graça por ser completamente ilógico é destruir o trabalho inicial. A história contada não é muito interessante nem o é a forma como é resolvida. O segundo problema é consequência do primeiro: o humor fantastico dos primeiros episódios foi perdendo gás.

O ponto forte é o humor, claro. O humor negro é constante, com o nosso zombie a perder frequentemente partes do corpo e a enrugar-se como um cadéver ao sol. São ridicularizados os estereotipos do anime, como o ecchi abusado, as masou shoujos a ficarem cada vez mais bonitas com os power ups e as lutas épicas em que o poder vai aumentanto e aumentando enquanto se grita a técnica – 400%! O ponto fracos são as personagesn, mas já lá vamos.

Animação (7) – A animação é bastante normal, sem características distintivas. O design é engraçado e o detalhe dos cenário varia.

Som (8) – O trabalho dos seiyus é interessante. No caso da Yuu é especial, pois ela teve direito a uma seiyu diferente em cada episódio nas fantasias do Ayumu. Também simpatizei com a abertura.

Personagens (7) – As personagens são, infelizemente, um pouco fracas. O Ayumu é o nosso zombie e é interessante enquanto zombie mas totalmente normal como rapaz defensor dos seus amigos. A Yuu é a necromancer e começa muito bem – não fala, apenas escreve num papel, e não demonstra emoções. A partir do momento em que é revelada a razão pela qual ela age assim, passa de personagem fria à mais fofinha. A Haruna é uma masou shoujo extravagante e faz demasiado barulho. Diz-se ser um génio, mas não se nota muito. Chateou-me que fosse uma personagem tão inutil durante quase toda a série, pois demorou imenso a recuperar o poder. A Sera é a vampira-ninja e é o elemento sexy do grupo. Tem uma personalidade super durona e insulta o Ayumu a toda a hora, o que a torna na personagem de que eu gosto menos – é muito repetitivo.

Entretenimento (8) =>Total 7

  

Dragon Crisis

 História (6) – O Ryuji e a sua prima Eriko encontram uma dragão vermelho chamada Rose. Neste mundo existem objectos com poderes especiais chamados Lost Precious e foi formada uma organização à qua a Eriko pertence. A Rose afeiçoa-se ao Ryuji e aumenta os seus poderes enquanto breaker, utilizador de Lost Precious. Ao que se segue uma sequência de aventuras em que aparecem dragões de diferentes cores e uma menina loubo. Um dos dragões quer casar com a Rose, Lost Precious perigosos, ladrões de Lost Precious… No fim de contas, é tudo muito banal.

Animação (7) – A animação é bastante norma lmas não gostei da falta de detalhe em alguns aspectos. O design é distintivo, principalmente nos cabelos.

Som (7) – A abertura é interessante e o fecho completamente tonto. O trabalho dos seiyus é interessante, sendo que a voz que mais fica na cabeça é a da Rie Kugimiya. No entanto não gostei muito de a ouvir fazer uma voz tão infantil.

Personagens (6) – As personagens estão ao nível da história que contam. O Ryuji é apenas mais um anime boy, defensor dos frascos e comprimidos, mas assim de tudo defensor da Rose. A Rose é demasiado infantil. A Eriko é capaz de ser a mais interessante, fazendo o papel de cientista-gaja boa. Das restantes personagens destaca-se a desgraçada da amiga de escola do Ryuji, que não tem sorte nenhuma com a sua paixão não correspondida, a dragão branco Maruga, do género princesa, e a loba Ai, do género má que afinal está a ser usada.

Entretenimento (7) =>Total 7

 

Fractale

 

História (9) – A minha primeira impressão de Fractale não foi muito boa. O primeiro episódio pareceu-me demasiado lento e lembrou-me demaisado um cenário Ghibli. No entanto, acabei por me render à história e ter que reconhecer que é realmente boa.

Fractale passa-se num mundo em que foi desenvolvido um sistema informático ajuda os humanos em todas as tarefas. Os humanos passam a vida ligados a este sistema e deixaram de fazer todos os trabalhos que era normal fazerem – desde a agricultura ao criarem os filhos. O sistema é controlado por uma instituição religiosa que utiliza os momentos de oração das pessoas para fazer actualizações no sistema.

O Clain é um rapaz anormal para a época. Não gosta de estar ligado ao sistema e colecciona antiguidades. Quando um dia ajuda uma rapariga em fuga, vê-se metido numa guerra entre a igreja e um movimento terrorista que quer destruir o sistema Fractale. Entre estas duas fracções estão duas raparigas, uma real e uma holográfica, que são as chave para re-iniciar o sistema. 

Animação (9) – A animação é muito bonita e tem muita qualidade. Houve algumas críticas porque alteraram as cores de cabelo das personagens da novel original, mas penso que tentaram dar cores mais realistas.

Som (8) – Excelente trabalho dos seiyus. Gostei especialmente da voz da Kana Hanazawa a dar vida à Nessa.

Personagens (8) – As personagens são, regra geral, interessantes e credíveis. O Clain é o que gosto menos, muito indeciso e revoltado. A Phryne é uma boa heroína, com personalidade forte e algum mistério à sua volta. A Nessa é a minha favorita e é absolutamente adorável. Tudo é divertido aos olhos dela.

Entretenimento (8) =>Total 8

Kimi ni Todoke 2

História (10) – Volta à carga aquele que é o melhor shoujo que vi até agora. Pegando onde a série anterior terminou, a Sawako está agora integrada na turma e os colegas estão a habituar-se a ela. No entanto, a Sawako já se apercebeu dos seus sentimentos especiais no que toca ao Kazehaya e, como inexperiente que é, não sabe lidar com isso. Graças a isso, a primeira metade da série termina frequentemente em cliffhangers, com a Sawako e o Kazehaya envolvidos em grandes desentendimentos e a pensarem em desistir um do outro. Estavam a ver se me davam um ataque de coração, concerteza. Quando eu já receava que se ia tornar num shoujo banal em que só temos uma resolução no último episódio, heis-que a história se resolve e torna a segunda metade da série no mais adorável de se ver.

Animação (10) – A animação é mantem a qualidade da primeira série e a Sawako e o Kazehaya parecem-me cada vez mais bonitos. Continuam os traços simples mas muito expressivos e um grande aposta da animação das feições e olhares.

Som (9) – Banda sonora adequada e um excelente trabalho dos seiyus.

Personagens (10) – As personagens são as mesmas da primeira série, apenas com uma nova introdução. O novo rapaz tem o ingrato papel de criar problemas e confusão, portanto é dificil de gostar dele. Nas restantes personagens nota-se uma evolução em relação à primeira série. A Sawako passa por fases de nervosismo, de tentar esconder e de ganhar coragem. O Kazehaya passa por fases semelhantes, mas de forma mais masculina de frustração. Na Kurumi nota-se que a rivalidade com a Sawako a mudou. Na Chizu vemos uma evolução na sua relação com o Ryu e o seu irmão e no Ryu um ganhar de coragem em relação a ela. A Ayane mantém-se como mediadora de discussões e protectora da Sawako.

Entretenimento (10) =>Total 10

  

 To Aru Majutsu no Index II

 História (8) – Gostei bastante mais desta sequela do que da primeira série da Index. Voltamos à estrutura de arcs, sendo que os que são centrados no Touma e na Index são os menos interessantes. Temos uma grande evolução da situãção nesta série, surgindo a igreja romana como o grande inimigo da cidade e mantendo-se a igreja anglicana como um aliado. Existem também fracções menos simpáticas dentro da cidade e o clima está cada vez mais complicado. O Accelerator tem direito a muito tempo de antena, especialmente na segunda metade da série, o que contribui para que a série seja mais interessante. Muitas personagens novas, nomeadamente novas freiras e os yakusa. Foi uma boa série, mas agora gostava de mais um Railgun. Pode ser?

Animação (9) – A animação é um dos pontos fortes destas séries d J.C. Staff. Esmeram-se muito nos cenários, nas cenas de acção e na caracterização das personagens.

Som (8) – Banda sonora adequada e acelerada. Bom trabalho do seiyus, é só pena a voz da Index me enervar.

Personagens (8) – A Index e o Touma continuam as personagens de que gosto menos. Felizmente a Index não tem muito tempo de antena desta vez, se bem que a Mikoto também não. Esta série é muito dedicada ao Touma e ao Accelerator. Podemos também matar saudades das irmãs MISAKA e da Last Order. Gostei das novas irmãs que apareceram, e mais uma vez temos a Rie Kugimiya a dar voz a uma tsudere. O mundo de personagens vai constantemente aumentando, mas ainda assim conseguem com que apareçam quase todas as da série anterior e de Railgun.

Entretenimento (8) =>Total 8