Osaka não é uma cidade turística. É, à semelhança de Tóquio, uma grande metrópole. Tem grandes zonas de negócios com arranha-céus modernos, um grande porto, um shopping district enorme composto de quarteirões e quarteirões com as ruas em arcadas, uma zona de electrónica e anime goodies – Den Den Town – e uma zona nocturna com luzes suficientes para fazer concorrência à capital.

Para interessar mais os visitantes falta-lhe atracções turísticas. Ainda assim, o tempo que passámos em Osaka não foi nada aborrecido e arranjámos bastante que fazer.

Começámos pelo Umeda Sky Building, um edifício de 40 andares que é o sétimo mais alto da cidade. A sua arquitectura é parte do que o torna popular. A outra parte é o observatório no topo que oferece uma vista espectacular sobre a cidade de Osaka.

Algo curioso que se passa no topo é o levar ao extremo a brincadeira dos cadeados entre namorados. As meninas roubarem os cadeados dos cacifos dos rapazes de quem gostam e levá-los para o terraço da escola onde os põem nas grades é uma coisa que é retratada de vez em quando nas mangas e animes – assim de repente lembro-me de Kaitou Saint Tail. Ora, neste arranha-céus têm um cantinho especial para colocar os cadeados em forma de coração que têm à venda.

A atracção que seguiu é a mais óbvia da cidade: o catelo de Osaka. É um dos castelos mais famosos do Japão e foi cosntruido em 1583, tendo sofrido várias quedas e restauros desde então. É rodeado por umas muralhas de pedra, tendo algumas pedras bem grandes – na foto eu só estou ali para servir de escala! À medida que subimos vamos conhecendo a história do castelo (reconheço que não me lembro de grande coisa tirando uns calções portugueses que lá estavam expostos e algumas armas e pinturas) até que chegamos ao terraço de onde podemos apreciar a vista – na verdade, era suposto fazer o percurso ao contrário e ir vendo as coisas na descida, mas um bom português faz tudo ao contrário😄

Por fim, após termos deambulado um pouco por aí, resolvemos ir espreitar um templo próximo do hotel. Note-se que, tendo sido Osaka o nosso penúltimo destino, já tinhamos visto tantos templos que já nos pareciam todos iguais. No entanto, não tinhamos nada que fazer e portanto lá fomos. Por acaso até valeu bem a pena porque apanhámos uma cerimónia budista.

As pessoas escreveram desejos ou agradecimentos (suponho eu) em velas que foram acesas à volta do edifício principal. Depois ficou tudo à volta do recinto à espera que a cerimónia começasse. Quando começou, sairam três monjes do templo e foram os três em linha e a cantar dar a volta ao templo. O pessoal todo seguiu-os tipo cortejo. Quando voltaram para dentro do templo já não deu para ver mais nada, pois havia gente a mais.

Não é uma cidade turística, mas ainda assim acho que valeu a pena visitar Osaka.