Acabados de chegar a Quioto, o primeiro templo em que entrámos foi o mais próximo do nosso hostel: o Sanjusangen-do. É um templo budista e apenas mais um na longa lista de Quioto. No entanto, foi dos que mais me ficou na memória pois o seu comprido salão principal tem cerca de 1000 estátuas de Kannon (figura feminina da compaixão), 28 estátuas das divindades protectoras de Buda e, claro, uma estátua de Buda. O efeito é muito curioso. (Não se pode tirar fotos ao interior).

O Kiyomizu-dera é um templo na periferia de Quioto e é dos mais famosos da cidade. As meninas vestidas de quimonos vêm até aqui tirar fotografias e aparece sempre nas séries de anime em que fazem visitas de estudo a Quioto. Para quem, como nós, vai a pé, é um verdadeiro sofrimento chegar até lá: sempre a subir. Vale bem a pena, que a vista é maravilhosa.

O hall principal do templo tem uma varanda suportada por pilares de madeira que também não levaram nem um prego. Em 2007 esta varanda foi uma das 21 finalistas para as Novas Sete Maravilhas dos Mundo, não tendo ficado nas 7 finais.

Outros chamarizes do templo são a fonte e a zona dos amuletos. A fonte tem a mesma função que as pequenas fontes que se encontram à entrada dos templos para as pessoas se purificarem, com a diferença que esta é em cascata. A zona dos amuletos é muito grande e costuma estar cheia de gente. Há amuletos para todo o tipo de pedidos, mas o tema principal é o amor.

Há ainda a lenda de que se uma pessoa conseguir percorrer o espaço entre duas pedras de olhos fechados e sem embater em ninguém terá muita sorte ao amor. É, no entanto, uma missão quase impossível.