Se não há muitas series brilhantes nesta temporada, pelo menos há muitas consistentes. É raro dar a mesma nota a uma série em todas as categorias mas desta vez aconteceu bastante.

Parece-me que peguei em mais séries do que o habitual, não admira que me tenha visto aflita com o tempo para as acabar😄 Mas, realmente, desta vez não houve nenhuma suficientemente má para eu largar. Desejo-vos a todos umas boas festas e um excelente 2011!

1º terço 

Densetsu no Yuusha no Densetsu – 8
Fortune Arterial – 7
Hyakka Ryouran: Samurai Girls – 5
Shinryaku! Ika Musume – 7
The World God Only Knows  – 8 

 Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

Densetsu no Yuusha no Densetsu

 

História (8) – Por fim uma história de high fantasy que não me desiludiu. Não que seja genial, mas tem alguns elementos interessantes e não é totalmente típica. Passa-se num continente em que muitos reinos andam em guerra uns com os outros. No reino de Roland, um jovem rei tem o sonho de mudar o mundo e de o tornar num sítio onde ninguém sofre. No entanto, para levar a cabo essa ambição, muito sangue terá que correr.

Existem poderosos artefactos no mundo, deixados pelos heróis das lendas. Existem ainda pessoas com uma maldição, a Apha Stigma, que se manifesta por um poder mágico tremendo. Quando um portador de Alpha Stigma perde o controlo, mata e destrói tudo à sua volta. O Ryner Lute é um portador da Alpha Stigma e por isso toda a sua vida foi tratado como um monstro.

Tem política, acção, drama, aventura, magia e muitas personagens. Não existem raças para além da humana e o ambiente é medieval. Não é totalmente previsivel e não há bons e maus.

Animação (8) – A animação é bastante standart, sem grandes falhas ou qualidades a apontar. O design das personagens é em geral bastante bom, tirando nunca ter gostado da primeira fatiota cor-de-rosa da Feris.

Som (8) – Tem uma boa banda sonora, com boas aberturas e endings. Ter a voz do Jun Fukuyama é sempre uma mais valia.

Personagens (8) – Das três personagens principais, são os dois rapazes os mais interessantes. O Ryner desenvolve uma personalidade perguiçosa, e ao mesmo tempo piedosa, bastante interessante em resposta ao facto de ser um monstro e todos terem medo dele. O jovem rei Sion trabalha demais e é um génio político, tendo sempre no seu interior a luta entre o bem para os seus amigos e o bem geral. A Ferris tem um cinismo engraçado, mas é demasiado a mulher que começa por tratar mal – demasiado mal – e que não se apercebe quando gosta de alguém.

Entretenimento (8) => Total 8

  

Fortune Arterial

 História (6) – O Kohei sempre andou de um lado para o outro, mudando de escolas e amigos. Agora que chega a esta escola, chegou para ficar e para viver nos dormitórios. Aqui vai-se juntar um grupo de amigos que ele não quer deixar. Entre este grupo de amigos contam-se dois irmãos, ambos vampiros. Pois é, esta é uma história de vampiros em formato harem. Enfim, sejemos bonzinhos, não é um harem no sentido em que todas as meninas estão apaixonadas pelo principal e têm direito ao seu tempo de antena. É bastante óbvio desde o início que a vampira é a protagonista.

Não são vampiros dos que estamos habituados. Aliás, não têm nada de vampírico tirando a forma física superior e o desejo por sangue (pois é, andam por aí de dia). E são bonzinhos e controlam a sua sede por sangue.

A história não é terrível. Dedica-se mais ao ambiente escolar e aos festivais da escola do que propriamente aos dramas do sangue e durante vários episódios conseguimos esquecer-nos que é sobre vampiros. Tem o seu final mais dramático e tenso, mas totalmente do género “briga familiar”.

Animação (8) – A animação é surpreendentemente boa, principalmente tendo em conta o tipo de série. O mesmo se diz do design das personagens que, apesar de ser generalista para os rapazes, é bastante esforçado nas meninas. Conseguiram realmente fazê-las bonitas.

Som (8)

Personagens (6) – O nosso macho principal é demasiado típico de história de harem. Aliás, de um modo geral, todas as personagens são bastante típicas. No entanto não são irritantes, principalmente as principais raparigas. É repetitivo o “vamos aproveitar o nosso tempo da escola”, mas, de um modo geral, proporcionam episódios divertidos.

Entretenimento (7) => Total 7

 

Hyakka Ryouran: Samurai Girls 

 

História (4) – Há uma grande ameaça no Grande Japão, uma nuvem negra que escurece o futuro. Pois pois. Há é uma desculpa para andarem raparigas semi-nuas por aí.

Supostamente é uma série de samurais, mas temos bastante mais beijos que artes marciais. Sim, que estas meninas ficam mais poderosas quando beijam o seu adorável general que, no fim de contas, anda com três ao mesmo tempo (digam o que disserem, essa é que é essa). Enfim, história não tem. Supostamente passa-se numa escola, mas nem vê-la. As relações entre as personagens são estranhas e qualquer um consegue pernoitar naquele dojo, mesmo que queira destruir o mundo. Os inimigos são ridículos e as situações completamente descabidas, sendo apenas propósitos para exibir as raparigas.

Animação (6) – A princípio a animação parecia-me interessante e com um design novo. O problema é que cansa e perde qualidade. Vê-se cada vez menos movimentos e cada vez mais luzinhas e poderes. E depois temos a censura. A série tem imenso ecchi, mas ao mesmo tempo quase não tem, porque temos o écran sempre cheio de pingas de tinta. Além disso, a escolha do guarda roupa é bastante infeliz (porque andaria alguém vestido como a Matabei?).

Som (7)

Personagens (5) – E o prémio para macho menos… bem, macho vai para: Muneakira! Porquê? Porque tem cinco raparigas à sua volta dispostas a ter uma relação poligâmica e ele nada. Bem, brincadeiras à parte, o Muneakira é bonzinho, indeciso, procura fazer o bem, fica embaraçado quando se fazem a ele e não se entende o que mulheres poderosas poderiam ver nele. A Jubei tem dupla personalidade: é a mázona estilosa que mata tudo e é a tonta afável que só quer brincar. A Yukimura é a mais sub-desenvolvida e compensa isso com sendo a mais inteligente. A princesa Sen passa de menina mimada que manda em todos a guerreira cheia de moral. A Matabei é um pau mandado da Yukimura e a Hattori é um pau mandado da Sen. A Kanetsugu está presente apenas para comic relif.

Entretenimento (5) =>Total 5

 

Shinryaku! Ika Musume

 

História (7) – A Ika Musume vem do oceno para invadir o mundo dos humanos. Está revoltada com o tratamento que damos ao mar e portanto decide vingar-se. Com os seus poderes de choco (ou lula, como preferirem) era vai dominar-nos. Ou então não.

O seu cabelo são tentáculos que se mexem, se esticam e têm uma força enorme. Ainda assim, a Ika Musume acaba os seus dias à superfície a trabalhar num restaurante de praia. Não há mais história, apenas episódios random sobre o dia-a-dia da Ika Musume e das pessoas que conhece. É um Slice of Life de comédia. Nada de imperdível, mas dispõe bem e a Ika-chan é realmente engraçada.

Animação (7) – A animação é bastante razoável. Os cenários são monótonos, mas a história não precisa de mais. O que mais importa é que o visual da Ika Musume seja giro.

Som (7) – Gostei bastante do trabalho da seiyuu Hisako Kanemoto, que deu a voz à Ika-chan.

Personagens (7) – Mais um slice of life que vive de personagens bizarras. A Ika é bizarra que chegue e a sua personalidade foi muito bem conseguida. No entanto, as pessoas que a rodeiam também têm as suas pancas, á parte da Eiko e do pequeno Takeru. Temos uma stalker, um grupo de cientistas obsecados por aliens, uma arma letal no corpo de uma jovem aparentemente calma, etc.

Entretenimento (7) => Total 7

 

The World God Only Knows 

 

História (8) – O Keima é um deus da conquista, mas não de raparigas normais: de raparigas de videojogos. Toda a sua vida é dedicada aos date sims e ele despreza o mundo real. Quando uma demónio do inferno comete um erro de interpretação e o toma como um deus da conquista no mundo real, coloca-os aos dois num problema. O Keima terá que conquistar raparigas reais que estejam possuídas por espíritos maus. Uma vez conquistadas, os espiritos saem e elas perdem as memórias do que aconteceu. Se ele se recusar a fazê-lo, morrem os dois!

O resultado é uma paródia aos videojogos. O Keima conquista as raparigas reais seguindo os passos que costuma utilizar nos jogos e as raparigas seguem cada uma o seu estereotipo: desporto, rica, ídolo, biblioteca. E é surpreendentemente divertido. Já foi anunciada a segunda temporada.

Animação (9) – A animação e o design estão a um nível muito alto, principalmente tendo em conta que é um anime de comédia. As cores tão bem vivas, o movimento muito flúido e tudo com muito detalhe. E não diminui de qualidade ao longo da série, veja-se por exemplo a cena da queda dos livros no último episódio da última arc.

Som (9) – Gostei do trabalho dos seiyuus e gostei bastante da banda sonora em geral.

Personagens (8) – Apesar de cada rapariga seguir um esterotipo de jogo, nota-se um esforço para que ela seja uma personagem da vida real. Claramente as melhores personagens são o Keima, com a sua paixão impossível pelos jogos, e a demónio Elsea, o elemento mais kawaii da série.

Entretenimento (9) =>Total 8