Kamakura é uma cidade a 50 km de Tóquio, muito fácil de aceder a partir da capital. Em alguns livros se diz que foi a capital do Japão durante o período de Kamakura, mas na verdade nunca foi mais do que um centro político e económico rival de Quioto. Hoje em dia, a cidade é bastante pequena e é um local atractivo para os turistas, graças à sua praia e aos seus templos.

Para além dos templos budistas de Kita-Kamakura, há mais locais de interesse na cidade. O templo Kotoku-in é um dos mais famosos graças à sua enorme estátua de bronze de Buda. Quando se entra num templo, existe sempre uma pequena fonte com umas colheres para uma pessoa se purificar. Apanha-se a água segurando a concha com a mão direita e lava-se a esquerda. Depois troca-se de mão e lava-se a direita. Depois bebe-se um pouco, bochecha-se e cospe-se para baixo e, por fim, utiliza-se o resto da água na concha para lavar o cabo da colher. A água fresquinha sabe bem.

O facto de estar ao ar livre e não dentro de um templo fechado contribui bastante para que parece realmente um Buda muito grande. Dá para entrar lá dentro, coisa que os japoneses consideram muito sagrado, mas pelas opiniões que ouvi não é muito mais do que entrar num espaço apertado, escuro e cheio de humidade para os não crentes. Depois do esforço que foi subir até ao templo no calor da tarde, fiz questão de me sentar um pouco a admirar o Buda. Enquanto estive ali sentada, imensa gente passava por mim e ficava a admirar a parede e a tirar fotografias. Só quando me levantei reparei no que me tinham parecido apenas cordas á primeira vista.

O Hase-dera é um templo que os locais nos recomendaram que visitássemos, pois tem uma boa vista sobre a cidade e sobre a baía.

Neste templo resolvi experimentar consultar a minha sorte, já que a placa me garantiu que tinha indicações em inglês. O que tinha em inglês, afinal era pouco. Estes papéis da sorte têm várias categorias, que vão de muito boa sorte à muita má sorte. Quando saí boa sorte, as pessoas levam o papel consigo. Quando é má, atam o papel no templo, para manter a má sorte afastada. Não tenho a certeza que o meu papel era de má sorte, mas a parte em inglês só falava em “will be late”, portanto atei o papel.

Uma das zonas principais deste templo é dedicada aos pais que perderam crianças e que aqui vêm rezar ou deixar um memorial. Graças a isso, esta colina está cheia de estatuetas pequeninas.

É um templo bonito, onde também há um santuário a uma das principais divindades xintoístas, a raposa. O interior não era muito impressionante mas tinha também uma figura grande de madeira pintada de dourado.

 

Eu ainda considero uma loja de franshise do Estúdio Ghibli um local de interesse de Kamakura, mas voltámos a ver uma em Quioto =p A bonecada da Ghibli é muito, mas mesmo muito, cara. Ainda assim, não resisti a um peluche do Gigi (Kiki’s Delivery Service) para fazer companhia ao meu Totoro.