Quem já fez umas quantas viagens, principalmente pelas capitais europeias, já reparou na tradição das lojinhas de souvenirs: junto aos centros históricos existem sempre lojas cheias de quinquilharia, todas iguais entre si mesmo de cidade para cidade. Claro que mudam as bandeirinhas e os símbolos e edifícios representados, mas a tralha é sempre a mesma: ímanes, canecas, copinhos que nunca se usam, porta-chaves, pins, estatuetas de edifícios, estatuetas de personagens ou animais do local, t-shirts, colares de contas, postais, posters, etc.

No Japão é um pouco diferente. Se bem que esta lojinha em Nara era mais semelhante às europeias do que qualquer outra que tenha visto.

Também há muitas lojas de souvenirs no Japão junto a locais turísticos, claro. A grande diferença é que o público-alvo não é o turismo estrangeiro, mas sim japonês. As coisas mais comuns de se encontrar nestas lojas são os leques, as malinhas que acompanham as yukatas (pelo menos no verão), pauzinhos, taças de beber chá, chinelos e, claro, straps para telemóvel. Não esquecer ainda os típicos gatos brancos e amarelos (Maneki Neko), que mexem a patinha e, nas versões mais hi-tech, a cabeça também.

Nas souvenirs nota-se bem que o Japão é um país caro. Por exemplo, uns chinelos de homem são practicamente15€. Os leques também não eram baratos, chegando fácilmente a 30€ em Quioto. Uma bonita loja em Quioto tinha leques e ganchos para o cabelo que chegavam aos 100€  ou mais – passei a olhar para os ganchos das meninas de yukata com outros olhos.

Ainda assim, deve ter sido dos locais onde comprei mais souvenirs. Leques e pauzinhos para os amigos foi o mais fácil de encontrar. Os ímanes exigiram já alguma procura e uma caneca que não fosse daquelas taças pequenas típicas de beber chá tradicional foi ainda mais complicado – e ainda assim resultou numa caneca sem pega.

Para mim trouxe uma das malinhas, apesar de não ter nenhuma yukata (isso sim era mesmo muito caro), uns chinelos que não me servem, chá japonês e, claro, muita tralha relacionada com anime e manga. Fiz ainda questão de trazer um espanta-espíritos japonês, coisa que sempre me fascinou ver nos animes. Não foi muito fácil, pois eu queria um de vidro e os que mais se viam à venda eram de metal. Agora, naturalmente, não tenho onde o pôr😄 É suposto pendurá-lo na janela no Verão, mas a minha janela não dá para isso. Está guardadinho para uma futura casa em que dê para pendurar.

Em relação ao chá, trouxe chá em folhinhas e também uma nova variante – chá em pó. Encontrámos este tipo de chá num restaurante e é realmente tão prático que tive que trazer: um pouquinho de pó em água a ferver, mexe-se e voilá, chá verde. Como um saquinho pequeno leva imenso pó, tenho chá japonês para meses, mesmo bebendo todos os dias!