Terminou mais uma temporada e portanto terminaram várias séries do Outono e do Inverno. Umas melhores, outras piores, até foi uma temporada interessante. Antes de mais, Boa Páscoa a todos =)

1ª metade

Hanasakeru Seishounen – 6
To Aru Kagaku no Railgun – 9
Sora no Woto – 7
Kobato – 8
Letter Bee – 8
Hanamaru Kindergarden – 8

Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

Hanasakeru Seishounen

História (7) – A história de Hanasakeru Seishounen tem, essencialmente, duas componentes. Por um lado, é um reverse harem. O pai da Kajika, líder de uma poderosa empresa norte-americana, quer que a filha arranje um marido adequado para ela e que a proteja acima de tudo e, portanto, arranja um jogo em que entram três pretendentes. Há ainda um quarto interessado, o amigo de infância que é líder de um poderoso grupo asiático. Entre os outros 3 contam-se um nobre, o filho do seu rival e um príncipe de um pequeno país oriental. E é aqui que entra a outra componente. O rei desse país morre, o que cria uma situação política complicada no país, pois o príncipe mais velho não é adequado para governar e o mais novo é expulso do reino. Esta é a parte mais interessante da história, o jogo político e a guerra civil estão narrados de forma interessante.

Arte e animação (5) – Os cenários são aborrecidos. A história progride lentamente e a animação é lenta também. O design também não é nada de especial, os 4 rapazes estão bonitos mas a caracterização é monótona.

Som (7) – A banda sonora não é nada de especial, mas o trabalho da maior parte dos seiyuus é de qualidade.

Personagens (4) – O ponto mais fraco da história é a personalidade das personagens, principalmente da rapariga principal. A Kajika é a pior personagem, irritante até mais não. É a menina rica que tem a mania que é boazinha e que não tem comportamento de menina rica, mas que não faz ideia de como funciona o mundo já que todos os seus desejos são concedidos em menos de 5 segundos. A melhor personagem é o seu pai. Gostei da forma como ele passa toda a série com um sorriso de “just as planned”.

O rapaz favorito é o asiático Lee-Ren. Menino-prodígio, líder de um poderosa família ainda adolescente, diplomata, economista e ainda sabe how to kick ass se for preciso. Defeito? Apaixonado pela tonta. Segue-se o loirinho Carl, inimigo e rival a principio, cheio de traumas de infância mas ainda assim com a confiança de ser um melhor líder que o pai. O príncipe Lumaty começa por ser um adolescente quase tão irritante quanto a Kajika mas tem um surto de desenvolvimento (exageradamente rápido) e torna-se num jovem confiante, sensato e bondoso. Por último o Eugene é o nobre engatatão por quem elas morrem – literalmente, e comporta-se mais ou menos como uma jarra – é muito lindo e está sempre lá, mas como não serve realmente para nada, enfeita.

Enjoyment (6) => Total 6

 

To Aru Kagaku no Railgun

História (8) – Para To Aru Kagaku no Railgun pegou-se na personagem mais popular de To Aru Majustsu no Index, Mikoto Misaka (Biribiri!) e  fez-se toda uma série focada nela. O que, quanto a mim, foi muito boa ideia. Enquanto que To Aru Majustsu no Index é uma série que se desenrrola em arcs, com uns melhores e outros piores, e que conseguiu com que eu fosse perdendo o interesse, To Aru Kagaku no Railgun aposta numa série episódica, em que alguns episódios parecem aleatórios, mas que no fim têm uma sequencia e finalidade.

A história passa-se numa cidade universitária, em que a grande maioria da população é constituída por estudantes. Passa-se também num mundo em que existem psíquicos, pessoas com poderes especiais. Uma pessoa de Nível 0 não consegue usar nenhum poder e a capacidade vai aumentando até ao Nível 5. A Misaka é um dos raros Nível 5 e é famosa por isso e conhecida por Railgun. A sua melhor amiga é um Nível 4 e trabalha para uma força protectora da cidade chamada Judgment. A história desenrola-se através dos casos que a secção Judgment tem que resolver e acaba por se relacionar com a tentativa dos cientistas de se atingir um Nível 6.

Arte e animação (9) – Um dos pontos altos da série é a qualidade da animação. Os cenários estão detalhados e com boas cores e o design das personagens também é muito bom.

Som (8) – Bom trabalho dos seiyuus, para sempre a voz da Sotomi Arai ficará na minha cabeça como pertencente à Shirai. A banda sonora é acelerada e dá ritmo à série.

Personagens (8) – A Misaka é realmente a melhor personagem da série anterior e junto com a hilariante Shirai foram uma parelha interessante. Duas novas meninas aparecer, a Uiharu, que não tem nada de especial, e a Saten, que é também uma boa personagem.

Ejoyment (9) => Total 9

 

Sora no Woto

História (5) – Sora no Woto passa-se num mundo que está a morrer. A humanidade está em declínio e a maior parte da tecnologia foi perdida. Porquê? Não perguntem, porque não vão ter resposta. Passa-se também num país em guerra com um outro e conta a história de uma rapariga que se junta ao exército e é colocada numa cidade fronteiriça com uma terra de ninguém – ou seja, numa cidade no extremo oposto da zona em que há conflitos. Nessa cidade está estabelecido um regimento de mais quatro raparigas que guardam o forte da cidade.

A história é simplesmente improvável e irrealista. Miúdas de 14 anos alistam-se no exército? Uma delas porque quer aprender a tocar trompete? Ainda por cima todas têm um ar super fofinho, nada de duronas… A superior comporta-se como se fosse mãe das outras. Depois temos uma quase total ausência de desenvolvimento, é mais um slice of life do que outra coisa. E no final temos ainda a velha história dos mauzões quererem guerra e os bonzinhos a paz. Fiquei desiludida.

Arte e animação (8) – O ponto alto da série é a qualidade visual. Esquecendo por um momento que o design das personagens é demasiado semelhante ao de outras séries, nomeadamente K-ON (e daí ser um 8 e não um 9), os cenários estão lindos, as cores excelentes e o movimento fluído.

Som (8) – A banda sonora é boa, tal como seria de esperar de um anime em que a música tem um papel importante. O trabalho dos seyuus é também agradável.

Personagens (6) – É possível que as personagens até fossem interessantes num outro contexto e se não houvesse também todo um sentimento de deja vu. A Kanata é a menina “tá tudo bem, é tudo maravilhoso”, uma espécie de mistura de Yui de K-ON com Akari de Aria. A Kureha é a tsundere do grupo. A Rio é a senpai que todas querem ser como ela, boa em tudo o que faz (excepto cozinhar, obviamente) e com um background misterioso. A Filicia é a mãe delas, também uma espécie de mistura de Mugi de K-ON com Alicia de Aria.

Enjoyment (7) => Total 7

 

Kobato

História (8) – Este último trabalho da Clamp conta a história de Kobato, uma rapariga que tem um contrato com Deus. Se ela conseguir encher um frasco com konpeito (candy) dentro de um ano, é-lhe concedido o desejo de ir para um determinado lugar. Para conseguir os konpeito, ela tem de curar pessoas que tenham o coração quebrado. Para a ajudar nesta tarefa ela conta com o Ioryogi, um ser do mundo dos espíritos que tem a forma de um cão de peluche.

Contam-se uns quantos episódios em que a Kobato cura pessoas, mas a história principal é a de um jardim de infância onde ela começa a trabalhar e das pessoas que lá trabalham com ela.

É uma história totalmente Clamp, não a melhor que já fizeram, mas com qualidade. Ainda por cima, com Tsubasa as mangakas ganharam o gosto pelos crossovers e, portanto, temos aparecimentos nesta série de várias personagens de Chobits, de Tsubasa e de Wish. Em relação a Wish é quase uma sequela, já que a Kohaku tem um papel relevante na série.

Arte e animação (8) – Apesar de não ser perfeita, a animação tem muita qualidade e o design das personagens é bom.

Som (8) – Bom trabalho dos seyuus, especialmente nas vozes da Kobato e do Ioryogi. Gostei das músicas da abertura e dos créditos finais.

Personagens (7) – A Kobato é a rainha da ingenuidade, quase não conhece nada do mundo e portanto a principio só faz disparates. O Ioryogi é o senhor mauzão com mau feitio, mas no fundo, no fundo tem um coração de ouro. Já o mau feitio de Fujimoto bate o do Iorogy aos pontos, mas quem não gosta de um rapaz bonito com ar de poucos amigos?

Enjoyment (8) => Total 8

 

Letter Bee

História (8) – O Lag Seeing quer ser um Letter Bee tal como o Gauche Suede. Neste mundo de noite perpétua, onde existem apenas algumas luzes sobre as principais cidades, cuja luz vai esmorecendo à medida de nos afastamos delas, um grupo de carteiros atravessa os desertos cheios de perigos – incluindo uns monstros grandes e perigosos – para entregar as cartas das pessoas. As cartas são parte do coração das pessoas e este é um trabalho honrado, em que dão a vida para conseguir fazer as entregas. Estes são os Letter Bees e depois de o Lag conhecer o Gauche, decidiu que também queria ser um.

É uma história cheia de potencial e estou com grandes expectativas para a segunda temporada. Espero que avance mais rapidamente que esta primeira e sem tantas histórias de entregas.

Arte e Animação (9) – Simplesmente adorei os jogos de cores nesta série, principalmente de roxos e azuis escuros. A animação é fluida e o design das personagens interessante. Contam-se também umas quantas criaturas curiosas, como os vários dingos e o cavalo que puxa a carruagem do Connor (=p).

Som (8) – Boa banda sonora e bom trabalho dos seyuus, se bem que para o fim a voz do Lag já me começava a incomodar.

Personagens (7) – O Lag é um bebé chorão, seguro nas suas convicções do que é certo e sempre moralmente correcto. À parte dele, as personagens são interessantes. O Gauche vai de senpai impecável a mistério. O Zazie é o arrogante porreiro, o Connor só pensa em comer, o Doutor é retorcido e a Sylvette daria uma mãe severa. Não esquecer a Niche, que é a risada.

Enjoyment (8) => Total 8

 

Hanamaru Kindergarden

História (8) – Esta série foi a minha surpresa da temporada. Estava com medo que fosse uma série pervertida a envolver crianças pequenas, mas realmente não tem nada a ver. O Tsuchida é o novo educador de infância no infantário Hanamaru e é o único professor homem. A sua turma gosta imenso dele, principalmente uma miúda que garante estar apaixonada por ele. Ele, por seu lado, está apaixonado pela Yamamoto, que também é educadora no infantário.

É um slice of life engraçado e fofinho.

Arte e animação (7) – Cores vivas, texturas de pastel, tudo invoca um infantário. Os miúdos estão fofinhos e até aos adultos dá vontade de lhes apertar as bochechas.

Som (8) – Não é fácil fazer a voz de uma criança sem ser irritante. De valorizar também que todos os endings são diferentes, tanto na música como na animação.

Personagens (7) – Um bom slice of life tem de ter boas personagens. As três crianças principais são a extrovertida Anzu, a sobredotada Hiiragi e a tímida Koume. O Tsuchida é um tipo inseguro mas com imenso jeito para as crianças e a Yamamoto é totalmente alheada ao que ele sente por ela.

Enjoyment (8) => Total 8