Terminou 2009 e com ele várias séries do Verão e do Outono. Não foi das temporadas mais fortes, mas ainda assim houve algumas boas séries. Antes de mais, Bom Ano Novo a todos =)

1ª metade

Needless – 7
Nyan Koi – 7
The Sacred Blacksmith – 6
Nogizaka Haruka no Himitsu Purezza – 4
11 eyes – 5
Asura Cryin’ 2 – 4

Estas reviews são a minha opinião e não representam a opinião geral dos membros do blog animette. Notas de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Pode conter alguns spoilers.

Needless

 

História (6) – Needless é uma série sobre um grupo de pessoas, cada uma com o seu superpoder, que, basicamente, lutam entre si. A meio da série eu estava perguntando a mim própria “mas isto tem história?”. E realmente ter, até tem. Uma história de base que serve como justificação para as personagens poderem andar em combates.

Uma indústria farmacêutica (what the??) chamada Simeon governa no Black Spot, um local desolado no meio das luzes do Japão. Entre os habitantes do Black Spot destaca-se um grupo a quem chamam de Needless. Cada Needless possui um fragmento do poder de um messias e esse fragmento manifesta-se como algum poder. Os nossos heróis são um grupo de Needless (ok, nem todos) que se revoltam contra a Simeon.

O mais interessante da série é, sem dúvida, os combates. A maioria deles passam por se desvendar primeiro qual o fragmento que o adversário possui e só depois encontrar uma forma de o derrotar. A aposta no humor também é muito forte, mas não propriamente num humor muito elaborado. A terceira aposta óbvia é o ecchi. A partir do momento em que conhecemos a Pretty Girls Squad somos constantemente bombardeados com pantsu e até com algumas situações ridículas em que o único propósito é as meninas perderem alguma (talvez não só alguma…) roupa. O resultado de tudo isto é uma série que pode ser encarada de duas formas: ou totalmente ridícula ou louca o suficiente para ser divertida. Uma vez entrando na onda, escolho a segunda hipótese. A série perdeu também com algumas comparações que se fizeram com Gurren Lagaan, comparações óbvias pelo estilo gar e pelo mesmo tipo de comédia, mas que prejudicam esta série claramente inferior.

Animação (8) – O design e o tipo de animação utilizados são o que mais contribui para o entretenimento nesta série. Por um lado é super hyper mega másculo (gar!!!) e por outro totalmente ecchi. E acabei por gostar da forma completamente descarada com que o fazem, digna dos exageros de uma banda desenhada.

Som (7) – Os seiyuus fizeram um bom trabalho para oscilar entre o gaaaar e a comédia. A banda sonora é adequada ao estilo de aventura.

Personagens (6) – Penso que neste ponto se poderiam ter esforçado um pouco mais. Com tanta personagem poderiam ter explorado um pouco mais várias delas. A condizer com o tipo de história, a maioria das personagens tem um traço de personalidade voltado de propósito para a comédia, por vezes bem exagerado.

Entretenimento (7) => Total 7

 

Nyan Koi

 

História (7) – Nyan Koi é o típico harem, com vários tipos de rapariga em que todas gostam do principal. A maioria do ecchi foi censurado, mas a mim também não me faz muita falta e as censuras não foram tão gritantes que me incomodassem.

Apesar de tudo, a história conseguiu ser original em alguns pontos. Junpei é um rapaz alérgico a gatos e que um dia é amaldiçoado pelo espírito de um gato. A partir desse momento ele começa a perceber o que os gatos dizem e vai ter que começar a fazer boas acções pelos gatos, isto se não quiser transformar-se num deles. A parte boa disto, é que os gatos falam e são bastante engraçados.

Paralelamente a isto, temos o rapaz apaixonado por uma rapariga ao mesmo tempo que está rodeado de raparigas apaixonadas por ele sem que ele se aperceba. Apesar de isto ser o que acontece SEMPRE, pelo menos desta vez ele está consciente à partida de quem gosta.

O ponto mais forte é o humor e o ambiente descontraído. Não sendo nada de brilhante, é uma série para dispor bem e divertir um bocado.

Animação (7) – Sendo apenas um romance tipo harém, será de esperar que a animação não seja nada por aí além. Mas até é bastante cuidada, com um design descontraído e cores divertidas

Som (8) – À banda sonora descontraída, adiciona-se um bom elenco de seiyuus em que curiosamente os melhores fazem os papeis dos gatos.

Personagens (7) – O Junpei é um tipo engraçado com as suas reacções à proximidade dos gatos. Quanto ás meninas: temos a boazinha de quem ele realmente gosta, temos uma extrovertida amiga de infância, temos uma carteira que está sempre perdida, temos uma maria-rapaz extremamente irritante e temos um par de gémeas, uma tsundere e outra yandere.

Entretenimento (8) => Total 7

The Sacred Blacksmith

 

História (5) – Esta foi uma das minhas desilusões da temporada. Das últimas séries de high fantasy, muito poucas foram aquelas de que gostei apesar de ser um dos meus géneros favoritos.

The Sacred Blacksmith conta a história de uma rapariga que pertence à guarda da cidade e que tem como amigos um ferreiro, uma espada mágica e uma jovem rapariga. E que história é essa? Bem, mete uns monstros, um tipo muito mau e umas espadas demoníacas. No fim, tudo bem espremido, é apenas uma história simples e resolvida à pressa, daí a minha desilusão. O material inicial até era bom, gostei bastante dos primeiros episódios. Mas à medida que se aproximava o fim cada vez mais se notava a falta de um argumento que não seja os heróis andarem de um lado para o outro dando lições de moral uns aos outros como se estivessem realmente a dizer algo muito importante. Poderia ter sido tão melhor…

Animação (8) – O melhor da série é a qualidade de animação e o aspecto geral do desenho. Os cenários estão detalhados o suficiente e o design das personagens é atractivo, principalmente para quem gosta da sua dose de moe.

Som (7)

Personagens (6) – As personagens principais são essencialmente quatro. A pequena Lisa é realmente adorável, a Aria é bonita e, apesar de não a achar particularmente interessante, percebo que haja quem a ache, o Luke é o herói com mau feitio e a Cecily estraga tudo. Porquê que uma rapariga incapaz de lutar convenientemente, que só diz (ou melhor, grita) disparates (e a parte mais interessante é que os inimigos não a atacam enquanto ela os grita) e que espera que lhe façam todos os favores é a personagem principal? Deixem lá, eu sei a resposta. Porque é um anime.

Entretenimento (7) => Total 6

Nogizaka Haruka no Himitsu Purezza

 

História (1) – O que fizeram à Haruka??? Porquê? Porquê? Porquê?

Para quem não viu a 1ª temporada, a Nogizaka Haruka é uma menina rica, ídolo da escola e que secretamente é uma otaku. Quando o Yuuto descobre o seu segredo, começa a dar-se com ela e é arrastado para o mundo dos otakus (cosplay, eventos, Akihabara, etc, etc). E claro, apaixona-se por ela. E até foi uma série divertida.

E o que acontece na 2ª temporada? Absolutamente NADA. Para começar, a Haruka já nem parece uma otaku, foram-se totalmente as piadas, os eventos, o cosplay. Foram substituídos por uma quantidade idiota de ecchi, completamente sem senso e por vezes sem desculpa sequer. Chegamos ao ponto de termos um episódio de um encontro entre os dois em que de vez em quando é interrompido por imagens das outras personagens femininas a tomar banho. Porquê? Não faço ideia. Não há qualquer evolução da relação entre as personagens, ao ponto de ser completamente irrealista. Nenhum casal se aguenta tanto tempo nesse impasse.

Animação (7)

Som (7)

Personagens (4) – Se havia personagens engraçadas na 1ª temporada, ficaram parvinhas ou repetitivas nesta segunda. A Riina é uma das que aparvalhou, entre o não desistir e o também não fazer nada. Entre as novas, temos uma empregada loli que não abre a boca, as colegas precocemente perversas da ainda mais perversa Mika e uma ídolo que deveria ter tido mais tempo de antena.

Entretenimento (3) => Total 4

 

11 eyes

 

História (5) – Esta é a história de um punhado de alunos (todos da mesma escola, como é conveniente) que são temporariamente transportados para um universo paralelo onde uns seres os tentam matar. Temos portanto acção, magia, moe girls e uma série que tenta ter um ar sério, com sangue e tudo, e que muito simplesmente falha.

É difícil explicar porque falha, achei simplesmente desinteressante. Talvez tenha sido simplesmente mal conseguida. Toda a história da bruxa do passado, dos maus não serem assim tão maus, dos poderes especiais deles, soou tudo muito genérico. E depois que alguém me explique a lógica de fazer um episódio e depois o ignorar como se nunca tivesse acontecido.

Animação (6) – A animação, apesar de aceitável, merecia mais movimentos e mais pormenores nas cenas de acção. O design é o típico de um jogo, e ou se gosta ou não se gosta.

Som (7)

Personagens (4) – O maior problema de toda a história são as personagens. De um punhado de oito, simpatizei com três. A Yuka é um fail como yandere, e nem se percebe porquê que ela passa para a fase psyco ou porque é que volta ao normal. Passam toda a série a fazer com que o espectador a odeie e depois no último episódio esperam que simpatize. A Shiori faz o papel de miúda moe arrogante e no fim de contas também não serve de nada. A Kukuri consegue ser ainda mais inútil.

Entretenimento (6) => Total 5

Asura Cryin’ 2

 

História (4) – Há quem defenda que a sequela foi bastante melhor que a 1ª série. A mim pareceu-me o oposto. Nesta temporada resolveram parar com as pequenas histórias e fazer uma em grande. Mas em grande mesmo, com grandes lutas, viagens espaço-tempo e até fins do mundo. E foi tão em grande, tão em grande, que a mim me pareceu completamente ridículo.

Ok, a parte dos paradoxos temporais até está engraçada. Dos diferentes mundos e de como as mesmas personagens fizeram coisas diferentes. Mas são mesmo precisas batalhas colossais algures entre dimensões? Lamento, não gostei. Acho que foi demasiada areia para a camioneta.

Animação (4) – Pobre, pobre, pobre. A quantidade de vezes em que o écran está simplesmente cheio de raiozinhos coloridos é triste.

Som (6) – Não gostei particularmente do trabalho dos seiyuus, já revirava os olhos de cada vez que a Takatsuki dizia “Natsume-kun”.

Personagens (6) – São as mesmas da 1ª temporada, com algumas poucas adições. A Misao continua a ser a mais interessante e conseguiram que a Nia não fosse tão irritante.

Enjoyment (6) => Total  4